Foi-se o tempo em que você tinha que sair de casa para renovar o guarda-roupas. Com o crescimento das e-stores ficou cada vez mais fácil comprar roupas pela internet. Em países como os EUA, França, alguns da Europa e do Oriente Médio, as roupas já ocupam a posição de segundo item mais vendido pela internet.
Atualmente a relação marca-consumidor é cada vez mais estreita, e promover uma maior interação entre os consumidores e a grife é uma das estratégias e marketing mais comuns hoje em dia. E é justamente aí que a internet entra como principal ferramenta de integração.
Aqui no Brasil, o mercado de roupas e vestuário na internet ainda é muito pequeno, ainda começando a dar seus primeiros passos. São poucas as marcas que se aventuram pelo mundo do comércio virtual, oferecendo seus produtos para uma gama de clientes muito maior.
Uma das primeiras marcas a se aventurar pelo e-commerce, foi Alexandre Herchcovitch. Inaugurada em 2005, a loja virtual da marca hoje é um sucesso por disponibilizar peças de coleções antigas que não se encontram mais nas lojas. “As coleções antigas vendem tão bem quanto as novas, pois existem peças de roupas na loja virtual que o cliente um dia desejou tê-las mas por algum inconveniente na época não pôde adquirí-la e na loja virtual isso é possível”, conta o gerente geral de vendas da loja virtual, Arthur Herchcovitch.
Em 2007, a Zapping, que ficou um bom tempo com suas atividades praticamente encerradas, voltou a ativa quando a holding I’M adquiriu a Zoomp, empresa da qual a Zapping fazia parte. E nessa nova fase a marca escolheu como único ponto de venda a internet.
“Um dos pontos mais importantes na estratégia da marca Zapping é promover a interatividade entre as pessoas, promover relação e, para isso, a internet é uma ferramenta fundamental”, conta Carlos Frederico gerente de marketing da grufe. “A internet facilita muito a criação de comunidades e é isso que buscamos, uma grande comunidade.”
É claro que existe o receio por parte dos consumidores, principalmente por não poderem ver a roupa ao vivo nem prová-la, mas “como nossos produtos não são muito elaborados, estamos falando principalmente de malharia (camisetas), temos um pouco menos de dificuldade”, explica.
Prova disso foi o lançamento em junho da comunidade virtual Coquelux. É um site de e-commerce somente para convidados. A idéia é dos empresários Pierre Emmanuel Joffre e Laurent Zago. A e-store por enquanto funciona em ciclos, disponibilizando artigos de um determinado segmento ou marca por um determinado período de tempo.
O site ainda tem uma ferramenta que promete diminuir o medo das compras pela internet: é um serviço virtual de medidas orienta o consumidor a escolher o tamanho adequado para cada marca.
A mais nova marca nesse meio virtual é a Amonstro, das estilistas Lívia Torres e Helena Pimenta. “Desde o começo da Amonstro investimos na internet como maneira de nos aproximar dos nossos clientes, através do fotolog, que agora não existe mais, MySpace, e-mail… a Amonstro é uma marca relativamente conhecida
fora daqui do Brasil a partir dai surgiu a necessidade de fazer a e-store. Nossas primeiras vendas foram através da net, antes mesmo do nosso primeiro desfile no Amni HotSpot, tínhamos uma marca de camisetas e nossos primeiros clientes não eram de SP”, contam elas.
Assim, apesar de todo o receio que os brasileiros têm quando o assunto são as compras pela internet, não resta dúvida que é uma área que tem muito pela frente. E no fim elas acabam sendo bem mais confortáveis e fáceis. Basta escolher, pagar e esperar a entrega na porta de sua casa em poucos dias.
Matéria publica originalmente no site do SPFW. Lá tem também uma matéria super interessante do Gabriel Marchi falando que hoje a internet também serve como principal plataforma de vendas e divulgações para marcas iniciante.
Tags: Alexandre Herchcovitch, Amonstro, Coquelux, e-store, Zapping


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