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	<title>About Fashion &#187; fast-fashion</title>
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		<title>Fast Fashion rápido demais?</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 03:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Num dos raros momentos de tempo livre durante a cobertura da semana de moda de Nova York, resolvi fazer uma visita a H&#38;M mais próxima &#8211; quase em frente as tendas do Bryant Park, na esquina da rua 42 com a 5ª avenida. Afinal, é quase impossível ir para lá e não sentir um mínimo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Num dos raros momentos de tempo livre durante a cobertura da semana de moda de Nova York, resolvi fazer uma visita a H&amp;M mais próxima &#8211; quase em frente as tendas do Bryant Park, na esquina da rua 42 com a 5ª avenida. Afinal, é quase impossível ir para lá e não sentir um mínimo de tentação de entrar nessas lojas que parecem dominar toda esquina da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, como que uma punição fashion por ter me rendido as ofertas do fast fashion bem frente a sede de um dos eventos que compões a New Yoir Fashion Week, fui tomado por um misto de choque e depressão logo que entrei na loja.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/02/HM.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3438" title="US-ECONOMY-H &amp; M" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2010/02/HM.jpg" alt="" width="590" height="469" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Uma sensação de maltrato e descaso completo com as roupas. Pilhas delas amontoadas nas prateleiras, tudo amassado, peças caindo dos cabides, coisas fora de ordem&#8230; Como que se aquilo fosse um supermercado fashion recém saqueado por pessoas desesperadas pela última tendência do momento.</p>
<p style="text-align: justify;">E sim, tudo que há de mais atual na moda agora estava lá, de modo simples, as vezes quase certinho demais. As principais tendências das passarelas do verão 2010 tudo mastigadinho para o consumidor e a preços bem acessíveis (não chega a ser barato, mas também não é caro). Até mesmo elementos que estão sendo desfilado, como as referências militares, aquele leve clima bohêmio meio 70’s, já era possível ser encontrado.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que o modo como tudo aquilo é apresentado é bem diferente daquelas imagens que chegam para gente aqui nas campanhas e vídeos promocionais. Quando paramos para olhar melhor as roupas com mais calma, percebemos que qualidade, modelagem e acabamento, ficam muito aquém não só do que se tem por aceitável, como também por correto.</p>
<p style="text-align: justify;">A própria coleção especial de tricôs da Sonia Rykiel. Nas imagens das vitrines, vestidos curtinhos listrados, com leve pegada parisiense parecem perfeitos para o verão que parece longe. Mas quando visto na arara, trazem uma certa pobreza (e não no sentido monetário) no visual. Modelagem descuidada, material de qualidade duvidosa, fazem de toda aquela ação quase uma propaganda enganosa.</p>
<p style="text-align: justify;">A última vez que tinha entrado numa H&amp;M foi em 2007 e o clima era completamente diferente. Tudo mais civilizado, roupas e loja mais apresentada e até uma certa adequação maior ao que (eu, pelo menos) entendo por aceitável no que diz respeito aos requisitos básicos para compra de qualquer peça de roupa. Aliás, tenho dois jeans de lá que são alguns dos que mais uso até hoje e continuam em perfeito estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas agora o cenário é um pouco diferente. Não sei se por uma maior demanda, a marca se viu forçada a produzir mais e menos tempo – deixando de lado alguns cuidados básicos. Mas que a qualidade caiu muito isso não tem como questionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Só de tocar a peça já era possível prever o estrago que a primeira lavagem iria causar. Provando um blazer, um dos botões caiu só do movimento na peça. Numa japona de lã, três maxi botões já se penduravam prestes a entrar em queda livre.</p>
<p style="text-align: justify;">Tentei dar mais algumas chances para a rede de fast fashion em outros pontos da cidade, mas o resultado era sempre o mesmo. Nem mesmo a Topshop, rede britânica que chegou aos EUA há pouco mais de um ano, se salva. Apesar de melhor apresentada e roupas mais interessantemente trabalhadas, com tecidos de qualidade um pouco melhor, acabamento e modelagem deixam muito a desejar, pesando bastante no custo benefício da compra.</p>
<p style="text-align: justify;">A pergunta que ficou na minha cabeça depois de tudo isso, é que se com consumidores ficando cada vez mais conscientes (e talvez até exigentes) quanto a qualidade, bom acabamento e materiais empregados, não estaria chegando o momento das redes de fast fashion reverem seus conceitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sou daqueles que acredita no fim desse mercado. Muito pelo contrário, vejo sua clientela crescendo cada vez mais. Só que não seria agora, depois de toda essa instabilidade pela qual a moda passou, um bom momento para pisar no freio (de produção em larguíssima escala e ultra-veloz) para atender melhor tais requisitos básicos para uma boa roupa. Ou será, então, que os consumidores dessas lojas não ligam de fato para isso?</p>
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		<title>Reinaldo Lourenço para C&amp;A</title>
		<link>http://www.aboutfashion.com.br/2009/07/16/reinaldo-lourenco-para-ca/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 23:41:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fiquei o dia todo enrolando para falar da coleção do Reinaldo Lourenço para C&#38;A, mas só fui conseguir parar para escrever agora. Enfim, melhor assim, porque consegui pensar melhor e até conversar com a Fe Resende sobre o assunto. É que estava meio em dúvida sobre a coleção. Não das roupas em si, mesmo porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/07/ca_reinaldo_01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2865" title="ca_reinaldo_01" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/07/ca_reinaldo_01.jpg" alt="ca_reinaldo_01" width="591" height="400" /></a></p>
<p>Fiquei o dia todo enrolando para falar da coleção do Reinaldo Lourenço para C&amp;A, mas só fui conseguir parar para escrever agora. Enfim, melhor assim, porque consegui pensar melhor e até conversar com a <a href="http://www.oficinadeestilo.com.br/blog" target="_blank">Fe Resende</a> sobre o assunto. É que estava meio em dúvida sobre a coleção. Não das roupas em si, mesmo porque ainda não tive tempo de ir em uma loja ver as peças ao vivo, mas do seu foco e objetivo dentro do planejamento da C&amp;A.</p>
<p>No site da Lilian Pacce tem uma <a href="http://msn.lilianpacce.com.br/home/lancamento-reinaldo-lourenco-ca-iguatemi-morumbi/" target="_blank">nota</a> falando que a chegada da coleção às lojas de São Paulo não chegou a causar nenhuma grande comoção. E devia causar? Vamos combinar que são poucos dentre o público consumidor da C&amp;A que consome a marca regularmente que deve saber quem é o Reinaldo Lourenço. Tudo bem que ele é um estilista relativamente conhecido na mídia já fez coleção para Hering, linha de esmalte, mas no fundo o nome dele tem certo valor somente para quem tem um interesse um pouco maior em moda, né?</p>
<p><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/07/ca_reinaldo_02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2866" title="ca_reinaldo_02" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/07/ca_reinaldo_02.jpg" alt="ca_reinaldo_02" width="590" height="440" /></a></p>
<p>Sem contar que as roupas – super reinaldistas btw, lembrando várias peças que já apareceram em coleções passadas do estilistas – tem uma informação de moda que não se comunica muito com o grande público consumidor da C&amp;A. “Mas nem é essa a intenção”, me disse a Fe Resende da Oficina de Estilo. E não deve ser mesmo, como ela me explicou por telefone, e eu super concordei, a marca já é super bem estabelecida no setor popular, ela não precisaria do Reinaldo ou de qualquer outro nome mais fashion para se estabelecer nesse setor, e no fim nem faz tanto sentido assim. Se fosse para atingir esse segmento, a escolha de alguém com mais apelo midiático, alguém mais conhecido, mais “na boca do povo” talvez surtisse mais efeito.</p>
<p>O que a C&amp;A quer com essa pareceria é se aproximar de um público mais fashion, com um certa informação de moda e que busca esse diferencial nas roupas que consome. Pensando assim, a coleção faz super sentido, né? E se a gente parar para pensar até o lançamento tem toda uma cara mais “moderna e descolada” para esse público. A ação das pessoas se inscreverem no site para ver e comprar as peças em primeira mão, a escolha deuma quinta-feira (quando todo mundo está trabalhando) e não de um fim de semana&#8230; Tudo foi bem direcionado para um público mais selecionado, assim como na coleção da Raia de Goeye e do Marcelo Sommer, que antes não via a C&amp;A como uma loja onde era possível encontrar produto com informação de moda à preços mais acessíveis.</p>
<p>No fim a gente só tem a ganhar com essas ações tanto da C&amp;A, como da Renner em se aproximar mais da moda. Afinal, a gente está mesmo carecendo de redes de fast-fashion (e olha que há pouco tempo essas marcas não se diziam como tal) para oferecer produtos com boa informação de moda.</p>
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		<title>Informação moda fácil e rápido</title>
		<link>http://www.aboutfashion.com.br/2009/03/03/informacao-moda-facil-e-rapido/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 17:02:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[fast-fashion]]></category>
		<category><![CDATA[Renner]]></category>

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		<description><![CDATA[Achei bem interessante esse canal que a Renner lançou na internet para falar com seus clientes. Nada mais é que um videozinho apresentando as principais tendências da temporada e como os clienteas podem achar isso nos produtos de loja. A iniciativa é bem legal, as tendências são apresentadas de um jeito bem fácil, com algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei bem interessante <a href="http://portal.lojasrenner.com.br/hotsite/podcast/index.html?utm_source=portal_lojas_renner&amp;utm_medium=banner_lateral_home&amp;utm_content=podcast&amp;utm_campaign=preview" target="_blank">esse canal que a Renner lançou</a> na internet para falar com seus clientes. Nada mais é que um videozinho apresentando as principais tendências da temporada e como os clienteas podem achar isso nos produtos de loja.</p>
<p><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/03/renner0902031.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2189" title="renner0902031" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/03/renner0902031.jpg" alt="renner0902031" width="530" height="324" /></a></p>
<p>A iniciativa é bem legal, as tendências são apresentadas de um jeito bem fácil, com algumas referências e dicas de como usar. Informação bem útil para quem gosta e se interessa por moda. Aliás, ultimamente tenho achado a Renner num posição bem legal, meio que assumindo mesmo esse posto de fast-fashion, ao mesmo tempo que está procurando um produto com um pouquinho mais de informação de moda e por um preço super acessível. Acho ótimo!</p>
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		<title>Rei Kawakubo para H&amp;M &#8211; uma nova fase para o fast fashion?</title>
		<link>http://www.aboutfashion.com.br/2008/10/27/rei-kawakubo-para-hm-uma-nova-fase-para-o-fast-fashion/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 13:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Está chegando, e está me dando a maior inveja de quem vai ter um H&#38;M pertinho para poder conferir – e comprar – a coleção que Rei Kawakubo assinou para a marca de high-street/fast-fashion sueca. As roupas chegam nas lojas do mundo inteiro só no dai 13 de novembro e cinco dias antes na nova [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está chegando, e está me dando a maior inveja de quem vai ter um H&amp;M pertinho para poder conferir – e comprar – a coleção que Rei Kawakubo assinou para a marca de high-street/fast-fashion sueca. As roupas chegam nas lojas do mundo inteiro só no dai 13 de novembro e cinco dias antes na nova loja da  marca em Harajuku, em Tóquio.</p>
<p><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/10/sm_reikawakubo1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1552" style="margin: 0pt 10pt 10px 10px; float: left" title="sm_reikawakubo1" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/10/sm_reikawakubo1-215x300.jpg" alt="" width="215" height="300" /> </a>Eu, pessoalmente confesso que tomei um mini susto quando fiquei sabendo da parceria. É que Rei Kawakubo sempre foi conhecida pelo seu desgin intelectual, questionador, nada convencional, as vezes até radical e perturbador. Características que não combinam muito com os conceitos de roupas fáceis das redes de fast-fashion, né?</p>
<p>Mas tudo bem, fui lendo mais sobre o assunto, refletindo mais sobre tudo isso e hoje acho que Rei está mais do que certa. Primeiro que pelo que dizem, ela é super metódica e exigente e não ia assinar seu nome – um dos mais reverenciados no mundo da moda – em algo que não fosse bom, ou então que apresentasse um produto de má qualidade.</p>
<p>Segundo, que como <a href="http://www.iht.com/articles/2008/09/21/style/rbasta.php" target="_blank"><strong>Suzy Menkes disse</strong></a>, esta parceira pode significar o começo de uma nova fase para o fast-fashion. Eu to cada vez mais concordando com ela. Vocês já viram as fotos que saíram da coleção? No <a href="http://www.telegraph.co.uk/fashion/main.jhtml?xml=/fashion/2008/10/26/sm_reikawakubo.xml" target="_blank"><strong>Telegraph de hoje tem uma matéria </strong></a>falando disso, com algumas imagens. De fato não são peças que a gente encontra sempre nessas lojas de high-street ou fast-fashion.</p>
<p>Não chegam a ser difíceis de usar como uma Comme des Garçons original, ainda que dê para reconhecer a identidade da marca naquelas roupas. Os preços também são bem acessíveis. Não são baratos como aquilo que estão chamando de disposable fashion – que de tão barato, você usa uma vez e joga fora. E mais importante de tudo, não são peças que vão durar apenas uma estação.</p>
<p>Sim, não é todo mundo que vai conseguir usar de cara, eu sei. Mas se a gente parar para pensar, onde é que encontrarmos roupas desse tipo – usáveis, mas com um certo diferencial, cheias de informação de moda e ainda e com assinatura de Rei Kawakubo?</p>
<p>Talvez seja mesmo o marco de uma nova fase para o fast-fashion. Uma fase onde com a crise, ou mesmo depois dela, as pessoas passem a consumir com um pouco mais de consciência e menos compulsivamente. O jeito é esperar e ver no que dá.</p>
<p><em>P.S.: desculpa o texto pobrinho, é que não estou lá muito bem hoje, aliás não to nada bem&#8230;</em></p>
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		<title>pensando no que vamos comprar + crise do fast-fashion?</title>
		<link>http://www.aboutfashion.com.br/2008/10/17/pensando-no-que-vamos-comprar-crise-do-fast-fashion/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 11:25:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[fast-fashion]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[verão 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é de hoje que o assunto de consumo consciente está em pauta. Desde que toda essa onde de sustentabilidade começou a ganhar relevância, vem se falando em formas de comprar menos compulsivas. Daí que agora, mais do que nunca, é hora de prestar atenção em como gastamos nosso dinheiro, principalmente com moda. Com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é de hoje que o assunto de consumo consciente está em pauta. Desde que toda essa onde de sustentabilidade começou a ganhar relevância, vem se falando em formas de comprar menos compulsivas. Daí que agora, mais do que nunca, é hora de prestar atenção em como gastamos nosso dinheiro, principalmente com moda.</p>
<p>Com a crise financeira os mercados ficam malucos e super oscilantes, o que dificulta previsões precisas sobre o que vai acontecer no futuro. O jeito é tomar bastante cuidado com o nosso dinheirinho. É hora de re-pensar toda e qualquer forma de consumo e não só até a crise passar, mas para sempre. Afinal, a gente não quer que isso tudo aconteça de novo, né?</p>
<p><a href="http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/a-moda-e-a-crise-de-dinheiros-no-mundo/" target="_blank"><strong>As meninas da Oficina de Estilo</strong></a> já disseram, <a href="http://www.style.com/stylefile/2008/10/free-speech-hadley-freeman-ponders-the-fashionable-fallout-of-a-faltering-economy/" target="_blank"><strong>o Style.com</strong></a> também, assim como <a href="http://www.telegraph.co.uk/fashion/main.jhtml?xml=/fashion/2008/10/08/efmower108.xml" target="_blank"><strong>Sarah Mower</strong></a>. Definitivamente não é hora de investir em looks muito trendy, que vão durar apenas uma temporada e depois nunca mais vai sair do armário. Muito menos de baixa qualidade. É melhor gastar um pouco mais numa peça de melhor qualidade, corte e formas mais tradicionais e cores mais discretas &#8211; assim dá para usar mais vezes sem ficar muito marcado. Desse modo a gente gasta uma vez só. Afinal peças que se encaixam nesse perfil tendem a durar mais de uma estação, além de poderem ser repetidas mais vezes.</p>
<p><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/10/rbasta265.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1508" style="margin: 0pt 10pt 10px 10px; float: left" title="rbasta265" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/10/rbasta265.jpg" alt="" width="265" height="350" /></a>E isso bate de frente com todo o fundamento fast-fashion que hoje vai além das redes tipo H&amp;M e Zara, afetando do o ciclo da moda. Pensando sob esse ponto de vista, não é de se espantar a <a href="http://www.iht.com/articles/2008/09/21/style/rbasta.php" target="_blank"><strong>afirmação de Suzy Menkes</strong></a> que o fast-fashion tem seus dias contados. Afinal, não dá mais para ficar gastando $10 numa camiseta que a gente vai jogar fora depois da terceira lavagem, né?</p>
<p>A Ale Farah colocou um<a href="http://www.youtube.com/watch?v=oMxw40S7xP4" target="_blank"><strong> vídeo</strong></a> faz pouco tempo no <a href="http://www.filmefashion.com.br" target="_blank"><strong>FilmeFashion</strong></a> falando que ultimamente as redes de fast-fashion abaixaram ainda mais os preços, só que levando a qualidade lá para baixo também.</p>
<p>O tema é bem paradoxal mesmo. Em tempos difíceis é natural a gente querer gastar o mínimo possível, logo comprando roupas mais baratas. Mas as vezes o preço mais baixo nem sempre vale a pena. Tem que prestar muita atenção na qualidade das roupas, no acabamento nos tecidos de quais são feitas. Caso contrário, é bem capaz que a peça não dure muito mais de umas três lavagens &#8211; por mais cuidadoso que você seja.</p>
<p>Sinceramente, não acredito que o fast-fashion vá desaparecer. Ao meu ver foi o ponto máximo da democratização de moda que começou lá na década de 60 com a popularização do prêt-à-porter (graças ao mestre Saint Laurent e sua Rive Gauche). E apenas uma pequena parcela dos consumidores leva em conta toda essa questão de qualidade, durabilidade e também de produção mais ética &#8211; sem trabalho escravo, sabe? Porém, isso tudo promete mudar agora com toda essa turbulência na economia.</p>
<p>De qualquer forma, ainda é muito cedo para dizer com certeza o que vai acontecer, e avaliar tudo de forma mais clara. Como dizia na matéria do Style.com, a gente só vai ver os reais efeitos dessa crise na moda, na próxima temporada, lá para janeiro. Afinal, por mais que sinais já tenham aparecido nesta estação, as coleções começaram a ser produzidas meses antes de tudo isso explodir.</p>
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		<title>moda rápida, fácil e barata</title>
		<link>http://www.aboutfashion.com.br/2008/08/19/moda-rapida-facil-e-barata/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 13:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[C&A]]></category>
		<category><![CDATA[H&M]]></category>
		<category><![CDATA[Renner]]></category>
		<category><![CDATA[Zara]]></category>
		<category><![CDATA[fast-fashion]]></category>

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		<description><![CDATA[  Você com certeza já ouviu falar nas redes de fast-fashion: Zara, H&#38;M, TopShop, C&#38;A, Renner, Marisa, só para citar algumas. Aquelas lojas onde as coleções são renovadas a cada 15 dias e as vezes até semanalmente, oferecendo todos os hits e peças-chave de cada coleção.   O nome é auto-explicativo (&#8216;fast&#8217;, em inglês, significa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/08/hm.jpg"><img class="size-full wp-image-1028 aligncenter" title="hm" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/08/hm.jpg" alt="" width="470" height="353" /></a></p>
<p> </p>
<p>Você com certeza já ouviu falar nas redes de fast-fashion: <strong>Zara, H&amp;M, TopShop, C&amp;A, Renner, Marisa</strong>, só para citar algumas. Aquelas lojas onde as coleções são renovadas a cada 15 dias e as vezes até semanalmente, oferecendo todos os hits e peças-chave de cada coleção.</p>
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<p>O nome é auto-explicativo (&#8216;fast&#8217;, em inglês, significa &#8216;rápido&#8217;), não só pela rapidez com que os (novos) produtos vão chegando as lojas, mas também pela velocidade com que eles absorvem e digerem as principais tendências de cada temporada. Para isso contam com um intenso trabalho de pesquisa. Segundo o gerente geral de compras da Renner, Haroldo Rodrigues, &#8220;as referências sobre as tendências de moda são extraídas de pesquisas realizadas por profissionais do departamento de estilo, responsáveis pela criação e desenvolvimento dos produtos de marca própria da rede, que além de rastrearem as novidades pelo mundo, contam ainda com resultados de pesquisas realizadas por consultores&#8221;. Sem contar na pesquisa e utilização de serviços de empresas especializadas em tendências, como a rede global WGSN, parceira do SPFW.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/08/ca.jpg"><img class="size-full wp-image-1027 aligncenter" title="ca" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/08/ca.jpg" alt="" width="470" height="353" /></a></p>
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<p>Adicione a isso as novelas brasileiras. Isso mesmo, as novelas, principalmente as da Globo, constituem o maior desfile de moda para o povo. Então nada mais natural do que ficar de olho nelas para saber que peças vão ter grande aceitação com o público. Basta lembrar dos vestidões da personagem da Claudia Abreu em Belíssima; ou do visual ultra sexy de Alinne Moraes na pele da malvada Sylvia em Duas Caras.</p>
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<p>Através das lojas de fast-fashion, ficou fácil e barato atualizar o look. Assim que a temperatura começa a mudar, as araras já ficam repletas de peças da nova estação, totalmente atualizadas com as principais tendências.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/08/renner1.jpg"><img class="size-full wp-image-1031 aligncenter" title="renner1" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/08/renner1.jpg" alt="" width="470" height="353" /></a></p>
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<p>Mas, como reza o ditado, a pressa é inimiga da perfeição. Como tudo é produzido em velocidade máxima, as roupas acabam pecando pela qualidade questionável e, em alguns casos mais críticos, pelo mal acabamento. Esse fator aliado ao hábito de &#8220;copiar&#8221; as grandes marcas mundiais contribuiu para prejudicar a imagem das redes de fast-fashion no Brasil e lá fora, mas essa repulsa já passou: principalmente porque as lojas de departamento, com seus setores poderosos de marketing e pesquisa de mercado, passaram a firmar parcerias com estilistas consagrados numa tentativa de restaurar a sua imagem. A primeira grande jogada nesse sentido foi entre Karl Lagerfeld, da Chanel, e a rede H&amp;M. Depois dele, vieram Stella McCartney, Viktor&amp;Rolf e até mesmo Rei Kawakubo, da Comme des Garçons. Bingo: a estratégia funcionou, e ajudou a minimizar a impressão negativa que as pessoas tinham das grandes redes.</p>
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<p>Tanto que, recentemente, lojas que atuam no Brasil, como C&amp;A e Renner, contrataram os serviços e produtos de estilistas e grifes como Marcelo Sommer e Alexandre Herchcovitch. Apesar de os negócios do fast-fashion estarem indo de vento em popa, já existem alguns especialistas que apostam num futuro não muito promissor. O problema maior, segundo eles, é que a atual tendência de consumo cada vez mais se preocupa com a rastreabilidade e auto-sustentabilidade dos produtos oferecidos. No caso de uma rede que atualiza as suas coleções a cada semana, fica um pouco complicado (e muito caro) agir de maneira ambientalmente correta. A renovação de uma coleção envolve, entre outras coisas, logística de transporte e armazenagem, lavagem química de tecidos, etc.</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/08/zara.jpg"><img class="size-full wp-image-1030 aligncenter" title="zara" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/08/zara.jpg" alt="" width="470" height="353" /></a></p>
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<p>Mesmo assim, esse futuro está longe de acontecer. Grandes mudanças levam tempo, e ainda há chances de que os departamentos de inteligência dessas redes encontrem uma solução para lidar com um novo tipo de consumidor que cada vez mais domina o mercado. Enquanto isso, fica a critério de cada um, seja por motivos financeiros ou conceituais, decidir entre uma compra numa grande rede ou numa loja mais exclusiva. Os prós e os contras já estão explicados aqui!</p>
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<p>E você, o que prefere?</p>
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<p style="text-align: center; padding-left: 30px;"><em>Texto publicado originalmente no <strong><a href="http://www.spfw.com.br" target="_blank">site do SPFW</a></strong></em></p>
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