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	<title>About Fashion &#187; No Hay Banda</title>
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		<title>Casa de Criadores inverno 2010: 4º dia</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 13:53:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CASA DE CRIADORES]]></category>
		<category><![CDATA[inverno 2010]]></category>
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		<description><![CDATA[João Pimenta Depois de um verão (2010) e um inverno (2009) dedicado a explorar as formas femininas adaptadas para o corpo masculino, João Pimenta decidiu que era hora de virar o tabuleiro. Segundo o próprio estilista contou ao site SPFW antes de seu desfile apresentado ontem (25/11) no Shopping Frei Caneca, a idéia era “tirar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>João Pimenta</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img163.imageshack.us/img163/3720/joao.jpg" alt="" /></p>
<p>Depois de um verão (2010) e um inverno (2009) dedicado a explorar as formas femininas adaptadas para o corpo masculino, <strong>João Pimenta</strong> decidiu que era hora de virar o tabuleiro. Segundo o próprio estilista contou ao <strong>site SPFW</strong> antes de seu desfile apresentado ontem (25/11) no Shopping Frei Caneca, a idéia era “tirar um pouco do lúdico das peças, e acrescentar um pouco de brutalidade”.</p>
<p>Daí veio a inspiração da Missa do Vaqueiro Nordestino, de onde saem a cartela de cor dominada por tons terrosos e as modelagens de algumas peças. Dos personagens – e principalmente de suas atitudes – saem aquela agressividade que João tanto procurava, traduzida principalmente na aparência rústica dos linhos, couros e moletons utilizados na coleção.</p>
<p>Já o caimento e corte dão continuidade aos fundamentos da coleção passada, onde peças puramente masculinas acabam hibridizadas com formas femininas, com destaque para os vestidos. Assim, camisetas de algodão são alongadas até virarem túnicas que lembram camisolas. Ou então vem acinturadas com a barra formando uma leve saia, como visto também em muitas das ótimas jaquetas de fechamento trazeiro. Casacos de leves referencias militares, com ombros marcados retos que dão força ao look, também ganham barras longas e fluídas ou então aquelas mini saias que se contrapõem a parte de cima mais encorpada e ajustada.</p>
<p>Numa verdadeira evolução da coleção passada, onde formas e cortes quase clássicos se fundem a fluidez e delicadeza das peças femininas, João dá mais um show de modelagem e manuseio têxtil. E assim, reforça seu lugar de destaque não só na Casa de Criadores como na moda masculina local, trabalhando de forma universal temáticas essencialmente brasileira.</p>
<p><strong>Milena Hamaní</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img3.imageshack.us/img3/3411/hamani.jpg" alt="" /></p>
<p>Em sua segunda apresentação na Casa de Criadores, a estilista de moda praia <strong>Milena Hamaní</strong>, olha para a sensualidade dos cabarés do século XX em seu inverno 2010. Daí vem as várias referências ao boudoir, como rendas, corset e também alguns dos vestidos curtinhos de saia godê e top mais ajustado.</p>
<p>Porém, ao trabalhar os elementos da roupa íntima de forma um tanto quanto literais – quando não clichês – acaba se perdendo entre a lingerie e o beachwear de fato que se propõe a fazer. Deixando a platéia (e consequentemente o consumidor) em dúvida quanto a natureza da peça. Boudoir e moda praia vivem se cruzando, quando a intenção e falar de uma sensualidade não óbvia e até mesmo mais sofisticada. Porém, os elementos do beachwear devem sempre falar mais alto, como acontecem em algumas poucas peças, como na seqüência de maiôs e biquínis nude rosados.</p>
<p>Outra boa idéia que também podia ter sido mais bem trabalhada, era as peças com detalhes em crochê. A combinação parece estranha, mas tem lá um quê de interessante. Faltou só trabalhar melhor modelagens e acabamentos para dar mais apelo as peças, principalmente para os vestidinhos que funcionam como saída de praia à la Alaïa.</p>
<p><strong>Ronaldo Silvestre</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img163.imageshack.us/img163/9810/silvestre.jpg" alt="" /></p>
<p>Estreante na Casa de Criadores, <strong>Ronaldo Silvestre</strong> apresentou uma coleção que buscava a cada looks por uma extrema sofisticação e elegância. Seu ponto de partida é a vida de Mata Hari, uma das mulheres mais polêmicas do século XX, e o tema acaba servindo como pretexto para trabalhar algumas elementos que apareceram com considerável relevância nas coleções internacionais para o inverno 2009.</p>
<p>A mais marcante delas é a silhueta anos 40, repleta de referências a Dior, que aqui são responsáveis por elevarem o grau de elegância e sofisticações dos looks que vem trabalhados em tecidos nobres de tons escuros, sempre com algumas textura ou brilho. A alfaiataria aparece marcada por forte influência militar, em vestidos-blazer ou vestidos-trenchs quase que tradicionais e em boa sintonia com o que está nas lojas lá fora agora.</p>
<p>O problema é que ao ornamentar e almejar por tamanha sofisticação, Ronaldo acaba envelhecendo alguns do seus looks. Salvo por peças que trazem algum caráter levemente inovador, como as boas jaquetas ou blazers militares de proporções reduzidas. Sem contar que ao se focar tanto em vontades já tanto exploradas e desgastadas, ficam faltando aquele olhar para frente e busca por reais inovações.</p>
<p><strong>No Hay Banda</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img21.imageshack.us/img21/8421/nohay.jpg" alt="" /></p>
<p>Na última temporada, as estilistas <strong>Claudia Mine</strong>, <strong>Bruna Santini</strong> e <strong>Juliana Magro</strong>, do coletivo No Hay Banda, apresentam um interessante e promissor trabalho com pregas e drapeados. Para esta estação, prometeram continuar focadas em tais elementos, só que buscando uma atitude um pouco menos feminina, e mais agressiva e rocker.</p>
<p>Na prática isso implicou em investir numa cartela de cor mais escura, aproximar a silhueta do corpo, e trabalhar com volumes mais discretos, focando-se mais na construção das peças. Porém, tal exercício acabou sendo levado um pouco a sério demais, a ponto de comprometer proporções e vestibilidade das roupas. Ao aplicar costuras sinuosas, recortes assimétricos, pregas e drapes numa mesma peça, acabam exagerando na dose de informação, e muitas vezes pecando na execução.</p>
<p>Bom mesmo, é quando as meninas se focam em um único exercício por vez, ou dosam a quantidade de elementos num só look. Seja na moulage, nas pregas, nos recortes ou nos drapeados, é quando tais elementos se juntam de maneira bem pontual e mais pensada que as peças saltam o olhar. Como foi no vestido preto com frente toda pregueada, ou então no colete preto também com pregas, no vestido texturizado com volume assimétrico de um lado só ou na jaqueta cinza mescla toda recortada. No fim, ficou parecendo que o inverno 2010 careceu da atenção a detalhes e proporções que se mostram tão interessante neste verão.</p>
<p><strong>R. Rosner</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img515.imageshack.us/img515/9297/rosner.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Rodrigo Rosner</strong> gosta de fazer moda festa e isso deixou bem claro no seu debut na Casa de Criadores há 2 estações. De lá para cá, veio refinando seu trabalho, eliminando excessos e adequando sua modelagem para uma clientela que apesar de tradicional, gosta de um pouco mais de informação de moda, e até mesmo uma certa ousadia.</p>
<p>Ousadia, que agora aprece nos decotes que apresentou em seu inverno 2010, ou então nas formas estruturadas com carreiras de paetês enfileirados que circulavam saias e tops de vestidos, emprestando a eles um ar quase sci-fi.</p>
<p>O ponto de partida é simples e para lá de familiar: sua avó. Com estilo sofisticado e com uma queda pelo clássicos, Rodrigo tira de seu guarda-roupa algumas bases dessa sua nova coleção. Porém, aqueles excessos de ornamentação que antes carregavam demais seus vestidos, voltam aparecer quando texturas ou tecidos brilhantes se juntam a forma ou tecidos muito pesados. E agora, algumas formas e modelagens também mostram um tanto quanto mal-resolvidas. Seja por dificultar o movimento, ou por deixarem a modelo ou cliente desconfortável por revelar tao facilmente algumas partes mais íntimas.</p>
<p>Não a toa são naqueles modelos de formas mais tradicionais que Rodrigo se sai melhor. Como no longo cítrico com babadinhos nas alças para marcar os ombros (bem anos 40), ou então no branco com estampa de renda – outra novidade desta coleção, que rendeu boas leggings e bodies – e até mesmo naquele looks mais extravagante, do vestido preto com aplicações de pele sintética em toda sua extensão frontal.</p>
<p><strong>Urussai</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img410.imageshack.us/img410/5177/urussai.jpg" alt="" /></p>
<p>Depois de duas participações na Casa de Criadores com instalações ou intervenções, a Urussai, marca de <strong>Catarina Gushiken</strong> e <strong>Mariana Dias</strong>, passou a integrar o line-up do evento. O motivo? “Porque agora atingimos uma certa maturidade em termos comerciais e de infra-estrutura que nos permite entrar na passarela”, conta Cataria.</p>
<p>O tema dessa coleção é a estética das tatuagens da Yakuza. Sim, a organização japonesa que até 1990 não permitia a entrada de mulheres no grupo. E são justamente essas mulheres, fortes e dominadoras, que servem de inspiração para a coleção que conta com estampas de 8 artistas diferentes aplicadas sobre camisetas de modelagem ampla, derivadas de quimonos e outras vestes tipicamente japonesas.</p>
<blockquote>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Texto publicado originalmente no <a href="http://www.spfw.com.br" target="_blank">site do SPFW</a>.</em></p>
</blockquote>
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		<title>Casa de Criadores Verão 2010 &#8211; 3º Dia</title>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 23:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CASA DE CRIADORES]]></category>
		<category><![CDATA[verão 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Gêmeas]]></category>
		<category><![CDATA[No Hay Banda]]></category>
		<category><![CDATA[Walério Araújo]]></category>

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		<description><![CDATA[O terceiro dia desfiles da 25ª edição da Casa de Criadores chegou a decepcionar. Das 7 marcas que se apresentaram no dia só 3 apresentam coleções dignas de comentários. A primeira delas, que abriu o último dia do evento, foi a Gêmeas, de Carolina e Isadora Krieger. Inspirada no México, a coleção vem – como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2688" class="wp-caption alignnone" style="width: 611px"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/05/gemeas_verao2010.jpg"><img class="size-full wp-image-2688" title="gemeas_verao2010" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/05/gemeas_verao2010.jpg" alt="Gêmeas verão 2010" width="601" height="289" /></a><p class="wp-caption-text">Gêmeas verão 2010</p></div>
<p>O terceiro dia desfiles da 25ª edição da Casa de Criadores chegou a decepcionar. Das 7 marcas que se apresentaram no dia só 3 apresentam coleções dignas de comentários. A primeira delas, que abriu o último dia do evento, foi a <strong>Gêmeas</strong>, de Carolina e Isadora Krieger. Inspirada no México, a coleção vem – como já era de se esperar – quase toda baseada no preto, ficando por conta dos bordados típicos da cultura mexicana a inserção de cor.</p>
<p>O ponto alto da coleção, contudo fica por conta dos vestidos, principalmente aqueles numa silhueta levemente mais próxima ao corpo, com boa proporção e com apenas alguns elementos pontuais que remetem ao tema. Bordados bem localizados em golas ou aplicações de flores se mostravam mais bem resolvidos do quando aplicados sobre toda a peça. Destaque também para as peças voltas a alfaiataria, como o bom blazer de proporções levemente aumentadas e as boas calças de modelagem um pouco mais largas – uma cenoura de proporções excelentes e outra um pouquinho mais próxima do corpo com corte mais reto.</p>
<div id="attachment_2689" class="wp-caption alignnone" style="width: 611px"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nohay_verao2010.jpg"><img class="size-full wp-image-2689" title="nohay_verao2010" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nohay_verao2010.jpg" alt="No Hay Banda verão 2010" width="601" height="289" /></a><p class="wp-caption-text">No Hay Banda verão 2010</p></div>
<p>Uma roupa leve, com formas soltas e volumes bem localizados foram alguns dos destaques do verão 2010 da <strong>No Hay Banda</strong>. O ponto de partida das estilistas Claudia Mine, Bruna Santini e Juliana Roso foi a luz e as diferentes formas de como ela é absorvida, refletida e refratada. Daí dá para entender o porque das cores super suaves, as sobreposição de tecidos brilhoso com outros o opacos e também a assimetria de alguns bordados.</p>
<p>Mas por mais complicado que o tema possa parecer, o trio mostrou potencial e algumas boas peças, caso da saia azul de cintura alta com pregas horizontais, ou então do vestido branco bem leve que abre o desfile. Experimental na medida certa, a coleção mostrou exatamente o que se espera de uma marca jovem. Ousadia, exercícios de modelagem e estilismo, aliados a um acabamento considerável e foco num desejo de poder ser comercial.</p>
<div id="attachment_2691" class="wp-caption alignnone" style="width: 611px"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/05/walerio_verao2010_02.jpg"><img class="size-full wp-image-2691" title="walerio_verao2010_02" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/05/walerio_verao2010_02.jpg" alt="Walerio Araujo verão 2010" width="601" height="289" /></a><p class="wp-caption-text">Walério Araújo verão 2010</p></div>
<p>E como já é de costume, quem encerrou com chave de ouro – quase que literalmente – foi <strong>Walério Araújo</strong>, que nesta coleção quis traduzir paras roupas sua visão sobre arte. “Na verdade é uma homenagem as pessoas que trabalham comigo, as bordadeiras, as costureiras, DJ&#8230;”, contou Walério no backstage. “Daí quis também trabalhar o conceito de nudez, mas sem hipocrisia e de forma atual,” continua para explicar o porque das transparências, dourados, prateados e tons de pele. “Para lembrar as estátuas e esculturas gregas”.</p>
<p>Mas mais do que isso, o verão 2010 de Walério Araujo mostra o estilista no seu melhor nível. Já faz algumas coleções que vemos essa tentativa de deixar sua mulher mais sofisticada, e nunca essa vontade esteve tão perfeitamente ligada a essência da marca. No geral, podemos dividir a coleção em dois grupo. Um mais elaborada, e sofisticado, dominado por brilhos e tonalidades de dourado e bronze. Aqui o trabalho manual é dos mais exuberantes. Como no vestido cheio de flores bordados usado por Vivianne Orth, ou então no dourado feito com o bico “vai-e-vem” da marca de azeite que patrocinou o desfile e também, o body cheio de maxi cristais – um dos melhores looks de todo o desfile. É aqui também onde Walério dá mais espaço a sua fantasia e ousadia. Ao mesmo tempo que busca uma sofisticação quase que clássica, não deixa de lado seu lado mais abusado, como no macacão de lamê dourado super justo, nas transparências.</p>
<div id="attachment_2690" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/05/walerio_verao2010_01.jpg"><img class="size-full wp-image-2690" title="walerio_verao2010_01" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2009/05/walerio_verao2010_01.jpg" alt="Walerio Araujo verão 2010" width="600" height="288" /></a><p class="wp-caption-text">Walério Araújo verão 2010</p></div>
<p>O outro bloco dá conta das roupas mais “fáceis” de marca. Aqui Walério aproveita para brincar com as estampas de corpos nus de um jeito quase trompe l’oeil. Em vestidos mais simples e curtos aplica as fotos ora de jeito realista ora formando estampas meio caleidoscópicas. Destaque aqui também para o macacão cinza rendado, extremamente sofisticado e super fácil de chegar a vida real.</p>
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		<title>Casa de Criadores &#8211; 1o. dia</title>
		<link>http://www.aboutfashion.com.br/2008/12/09/casa-de-criadores-1o-dia-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 13:18:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luigi Torre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CASA DE CRIADORES]]></category>
		<category><![CDATA[inverno 2009]]></category>
		<category><![CDATA[André Phergom]]></category>
		<category><![CDATA[Ianire Soraluze]]></category>
		<category><![CDATA[João Pimenta]]></category>
		<category><![CDATA[No Hay Banda]]></category>
		<category><![CDATA[Rober Dognani]]></category>
		<category><![CDATA[Tudi Cofusi]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem abriu a 24a edição da Casa de Criadores foi André Phergom, da marca que leva seu nome. Em suas coleções passadas a música sempre teve papel muito forte, até mesmo quando não era inspiração declarada. Era sempre possível associar seu estilo com algum gênero musical, principalmente o rock e eletro, ainda mais no masculino, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem abriu a 24a edição da Casa de Criadores foi <strong>André Phergom</strong>, da marca que leva seu nome. Em suas coleções passadas a música sempre teve papel muito forte, até mesmo quando não era inspiração declarada. Era sempre possível associar seu estilo com algum gênero musical, principalmente o rock e eletro, ainda mais no masculino, marcado por uma constante silhueta seca e cores escuras.</p>
<div id="attachment_1661" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/12/phergom_inverno09.jpg"><img class="size-full wp-image-1661" title="phergom_inverno09" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/12/phergom_inverno09.jpg" alt="" width="500" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Charles Naseh/Chic.com.br</p></div>
<p>Para o inverno 2009 Phergom assumiu a música como referência olhando para o brit rock dos anos 80, principalmente para o vocalista do The Smiths, Morrissey. Mas parece que alguém andou lendo as críticas, já que segundo o próprio estilista &#8220;não quis fazer um rock clichê, quis fugir do óbvio&#8221;. E a maneira que encontrou para isso foi investir numa silhueta um pouco mais solta, sem aquele look batido de calça justa, jaqueta de couro e afins. Tudo bem que na passarela ainda vimos variações desses looks, vide os vários leggings combinados com camisas e ou blazers de proporções reduzidas. De qualquer forma, foi bom ver o estilista já começando a buscar novas formas e tentar sair da mesmice.</p>
<p>A coleção em si, não trazia grandes erros. O mix de alfaiataria com malharia pareceu uma boa saída, assim como alguns detalhes de couro, como no bom macacão masculino. Os tricôs cinzas, com algumas poucas taxas (principalmente o com gola ampla em moulage) também merecem destaque, mostrando que o estilista tem potencial, falta saber explorar e expandir seu universo.</p>
<div id="attachment_1660" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/12/nohaybanda_inverno09.jpg"><img class="size-full wp-image-1660" title="nohaybanda_inverno09" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/12/nohaybanda_inverno09.jpg" alt="Charles Naseh/Chic.com.br" width="500" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Charles Naseh/Chic.com.br</p></div>
<p>Em seguida foi a fez das estreantes Claudia Mini, Bruna Santini e Juliana Roso, do coletivo<strong> No Hay Banda</strong>. O ponto de partida foi a canção Lili Marlene, que virou espécie de hino em plena II Guerra Mundial, cantado por ambos os eixos, para expressar a vontade de paz e de voltar para casa. Isso se traduziu num mix entre looks mais românticos com outros de referências militares, além do desafio de trabalhar com a escassez que marcou a moda no período da guerra.</p>
<p>Desafio este levado muito a sério em alguns casos, onde tecidos simples demais (para não dizer de baixa qualidade) ficavam um pouco desconexos da imagem de luxo decadente de filmes da década de 40, que serviram como referência. Ou então não se mostravam a melhor opção para algumas formas trabalhadas. Ainda sim, os looks em preto com bom trabalho de pregas e alguns daqueles com referências masculinas, como a calça de cintura alta com camiseta com espécie de suspensório integrado e paetizado, mostram-se como pontos altos da coleção, onde não ficam datado demais, e também mostram um bom mix de tecidos mais simples em peças mais formais e elegantes.</p>
<p><strong>João Pimenta</strong> é sempre um dos desfiles mais esperados da noite. Na temporada passada, optou por um enfoque mais comercial, olhando para o universo do esporte numa de suas coleções mais vida real, mas que ainda sim mostrava um bom equilíbrio entre imagem de moda e realidade. Agora para o inverno 2009, João decide voltar a trabalhar com elementos femininos voltados para o masculino. Para isso ao invés de utilizar apenas acessórios ou tecidos, se focou nas formas de cintura e quadril que geralmente marcam as roupas femininas.</p>
<div id="attachment_1662" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/12/pimenta_inverno09.jpg"><img class="size-full wp-image-1662" title="pimenta_inverno09" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/12/pimenta_inverno09.jpg" alt="Charles Naseh/Chic.com.br" width="500" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Charles Naseh/Chic.com.br</p></div>
<p>Daí vêm os casacos com penses que acentuam a cintura masculina, as saias ou anquinhas mais estruturadas na região do quadril, ou amarração com lacinhos nas costas de algumas peças e até um mini salto no sapato. Isso sem contar no uso de tecidos quase que restrito ao universo feminino, como musseline, chiffon e seda. Calças vem com quadril e coxas bem volumosas afunilando na perna, ou então em modelos dhoti um pouco mais extremados, como no bom macacão acinturado, com ziper frontal bem aparente. Já as partes de cima ficam levemente acinturadas graças as penses em casacos mais alongados que se armam na área do quadril ou então de camisetões em musseline branco com pregas e amarração nas costas, estilo roupa de hospital.</p>
<p>Com construção primorosa, acabamento perfeito e uma visão de alfaiataria e universo masculino privilegiada, a coleção de João pode até a ser comparada com as propostas e questionamentos já propostos por Thom Browne e Miuccia Prada (havia até uma certa semelhança estética em alguns dos looks), ainda que de modo bem pessoal, permitindo diversas interpretações. A questão que divergiu opiniões é se é realmente válido uma coleção com imagem tão forte e com tão pouco apelo para vida real. Afinal, se nem as mulheres gostam de realçar o quadril, porque os homens gostariam, não é?</p>
<div id="attachment_1659" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/12/ianire_inverno09.jpg"><img class="size-full wp-image-1659" title="ianire_inverno09" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/12/ianire_inverno09.jpg" alt="Charles Naseh/Chic.com.br" width="500" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Charles Naseh/Chic.com.br</p></div>
<p>A indicada para o Prêmio Moda Brasil,<strong> Ianire Soraluze</strong> também olhou para a Guerra em sua coleção. Mas agora pensando na questão da reconstrução após a destruição e como isso se relaciona com a moda. Daí lançou-se no desafio de se re-inventar numa coleção totalmente nova, com alguns elementos militares para contrapor com seu estilo mais suave e feminino &#8211; e bom apelo comercial, sem ficar forçado ou superficial. Pontos altos da coleção foram as peças em lã, tanto a pantalona e blazer desestruturado que abriram o desfile, como os tricôs acinturados, alguns com ombreiras suaves e principalmente o vestido decotado com cava mais angular no ombro.</p>
<div id="attachment_1664" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/12/tudi_inverno09.jpg"><img class="size-full wp-image-1664" title="tudi_inverno09" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/12/tudi_inverno09.jpg" alt="Charles Naseh/Chic.com.br" width="500" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Charles Naseh/Chic.com.br</p></div>
<p>O coletivo<strong> Tudi Cofusi</strong> parece se encontrar na velha armadilha dos jovens estilistas. Aquela coisa de mostrar um mega show na passarela, mas que acaba não comunicando nada e nem mostrando as boas peças que é possível encontrar em seus pontos de venda. Ainda assim, o inverno 2009 parece um pouco mais focado, mostrando propostas até que interessantes para passarelas (mas só lá) como o vestido sarongue masculino e ou vestido laranja de cobertor. Porém, o tema de fazer roupa com poucos recursos devido a crise, podia ter sido mais bem explorado, mixando soluções mais comerciais do que apenas mostrar habilidades estilísticas e de costura.</p>
<p>Essa mesma vontade de mostrar habilidades, somados a referências as vezes muito literais, é o que acaba tirando a espontaneidade da coleção de <strong>Rober Dognani</strong>. Que ele é talentoso, um bom costureiro e estilista, nós já sabemos &#8211; e suas clientes que não dispensam um bom vestido de festa também. O problema é que para passarela Rober parece tentar mostrar tudo que é capaz num mesmo look, drapeando, pregueando, decontando, tudo em excesso o que acaba parecendo forçado demais, quando não acaba prejudicando o próprio acabamento da peça.</p>
<div id="attachment_1663" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/12/rober_inverno09.jpg"><img class="size-full wp-image-1663" title="rober_inverno09" src="http://www.aboutfashion.com.br/wp-content/uploads/2008/12/rober_inverno09.jpg" alt="Charles Naseh/Chic.com.br" width="500" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Charles Naseh/Chic.com.br</p></div>
<p>O inverno 2009, inspirado em heroínas gregas que retiravam um seio para melhor vestir a armadura, aparece com apelo futurista nos bons vestidos curtos e justo pretos, com detalhes em couro, ou então nos mais simples apenas com ombreias arredondadas. O problema é quando Rober começa a carregar demais a mão em decorações, e deixar referências muito literais. Afinal, foram os mais simples, com detalhes pontuais que despertaram mais desejo.</p>
<div class="linkwithin_hook" id="http://www.aboutfashion.com.br/2008/12/09/casa-de-criadores-1o-dia-2/"></div>]]></content:encoded>
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